Comecei a desenhar ainda criança, por volta dos 6, 10 anos de idade, guiada pela presença e influência da minha avó paterna. Artesã, pintora, poeta e bruxa. Foi a primeira pessoa que me mostrou que criar imagens também era uma forma de linguagem mágica, de organizar sentimentos, observar o invisível e transformar experiências em símbolos. Muito do que sou hoje nasce dessa convivência.
Com o tempo, minha produção passou a refletir aquilo que sempre me atravessou: o gótico, o sombrio, o silêncio melancólico das coisas que existem entre a vida e a morte. Misticismo, vampirismo, horror e atmosferas fúnebres, não aparecem no meu trabalho como estética vazia. São ferramentas narrativas para falar de transformação, memória, permanência e identidade.
Para mim, a escuridão nunca representou fim, mas a passagem do autoconhecimento.
Em 2020, durante a pandemia, comecei a estruturar meu ateliê online (@luart_______) e a compartilhar meu trabalho de forma independente. A escolha pela arte digital nasce tanto da necessidade quanto do desejo de autonomia artística: criar, publicar e fazer circular minha produção sem intermediários, conectando diretamente com pessoas que ressoam com esse imaginário.
Desde então, cada ilustração é construída com intenção, presença e identidade própria. Não são apenas imagens decorativas, são fragmentos de um percurso artístico e pessoal que continua em movimento.
Se você chegou até aqui, talvez também exista em você alguma conexão com o estranho, o simbólico, o melancólico ou o oculto. E é nesse espaço de afinidade que meu trabalho existe. ❤︎